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Aquela velha rua


O resto do cigarro está no chão
Junto com os restos do coração e da visão
Aglomerando-se com nossas sujeiras interiores
Deteriorando os pensamentos

Vejo grandes aflições
Em carne, osso e desilusão.
Rastejando pela rua
A mesma rua que as prostitutas vedem suas almas
A mesma rua que os ébrios caem
A mesma rua que os drogados morrem de overdose
A mesma rua que os executivos passam
E os mendigos pedem esmola
E as senhoras desfilam com seus cachorros
A mesma rua que deveria ter como nome desigualdade

Em momentos de erupção
Jorro, esbaldo, fracasso.
Ao pensar em mudança
Desce com os rios a esperança
Mas ela volta...
Fraca e inválida
Na mesma rua onde os cachorros defecam
E os amaldiçoados (por quem?) dormem.

Em certas noites, acordo desvairado.
Uma marretada acerta-me a cabeça
Não é nada apenas uma ilusão
A realidade está lá fora
Não há por que ter medo
É bem quente aqui dentro

Não há por que ter medo
Não estou naquela mesma rua...
Mas poderia estar
Ton Dourado
Enviado por Ton Dourado em 17/06/2006
Código do texto: T177247
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Sobre o autor
Ton Dourado
Samambaia - Distrito Federal - Brasil
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Ton Dourado