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QUÃO TEIMOSAS SÃO

Lá vêm mais uma vez...
São elas.
Uma vez mais...
Tímidas e ternas.

Não respeitam...

Já lhes repeti mais de uma vez:
Não vêem?
Não é hora nem lugar.
Insistentes, persistem...

Ah, quão teimosas são!
Luto e reluto é em vão.
Não, não dá para segurar.

Outra vez...
Não é hora e nem lugar.
Porém já que são meigas e ternas.
Vou lhes deixar rolar.

Prossigam então.

Mas sigam bem de mansinho
O curto caminho e, por favor,
Acalentem essa dor,
Mal disfarçada pelo labor.

Teimosas!
Não sabem que é vergonha
Hoje em dia o rosto de pranto molhar?

Não importando a dor,
Nem mesmo horror,
Ainda que seja por:
Falta ou excesso de amor.

Lagriminhas!
Por favor,
Com discrição...
Estão nos olhando!

Cláudia Célia Lima do Nascimento
Enviado por Cláudia Célia Lima do Nascimento em 23/06/2006
Código do texto: T181211

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Sobre a autora
Cláudia Célia Lima do Nascimento
Luziânia - Goiás - Brasil, 51 anos
476 textos (16064 leituras)
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Cláudia Célia Lima do Nascimento