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Gênesis

Observo a natureza das coisas, estupefato.
Sou alheio a tudo isso ou sou parte de algo?
Sou o prazer queimando na brasa ardente
Ou serei apenas a fumaça que eu trago?
Sou o resultado ingênuo de um cigarro vizinho
Ou do vento que sopra para o meu lado?
Vejo parte de mim nas pessoas que amo
Ou um pedaço que me tenha faltado?
Sou um cego tateando um mundo estranho
Ou um sonhador que o mundo tenha tocado?
Porque vejo parte de mim em tudo?
E Porque tudo parece relacionado?
O ar que respiro, a boca que me beija.
O amor que transpiro, a pele que deseja.
O tudo e o nada brincando de serem iguais, iguais ao quê?
Porque permite, Deus, este pensamento profano?
Donde algo de mim não é mais humano,
Voltei aos primórdios, ao começo de tudo.
Ume escultura  de barro, lógica e simétrica
Insensivelmente cego, totalmente burro.
William Gali
Enviado por William Gali em 06/07/2006
Código do texto: T188712

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Sobre o autor
William Gali
Sorocaba - São Paulo - Brasil, 34 anos
38 textos (3723 leituras)
(estatísticas atualizadas diariamente - última atualização em 07/12/16 20:15)
William Gali