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a cor da paisagem

vernáculos que na trincheira
me dizem tudo
a nuvem é passageira
o criado é mudo

fincou o pé no chão
saiu molhado
da sopa de agrião
que havia usado

no topo de uma ladeira
a melancia
buscou a frigideira
que não cozia

seguiu de braço dado
com o percevejo
ao som descomplicado
do realejo

mundana, menina doce
foi por um triz
opera como se fosse
a meretriz

do mato saiu o bicho
acorrentado
joguei lá fora o lixo
pra ser usado

vingança tem o sabor
de açúcar novo
correu atrás da cor
achou o corvo

cabeça quem tem é povo
que come bem
a fome é só o ovo
que não convém

me dá tua moeda
que eu choro pus
teu medo me arremeda
e me seduz

falei o inconfessável
ele sorriu
trocou o imponderável
pelo que viu

dos livros que dizem algo
não quero ouvir
mas quero todo o respaldo
que conseguir

mentira e incoerência
a coisa sã
melhor que a abstinência
da tua irmã
 
do morro da exatidão
pulou descalço
sorriu da intenção
do cadafalso
 
Aluizio Rezende
Enviado por Aluizio Rezende em 21/07/2006
Código do texto: T198496

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Sobre o autor
Aluizio Rezende
Rio de Janeiro - Rio de Janeiro - Brasil
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