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Caminhada isolada

Observo as vitrines
E molduras latejantes
Mulheres sociais
e seus vestidos rebolantes
corpos esculturais
pensamentos receosos
Paro para ler jornais
Não sei ao certo
o que me ocorre,
Penso, tento e grito
Em silêncio. Meu peculiar
modo de agir.
Gesto de observador
dos ares, dos seres e da rua
Queria ter algo diferente, novo.
Seria ser o mesmo?!
Mas de outra forma...
Diferente?!
O que mais me aborrece hoje,
talvez nem chegue a
incomodar amanhã.
Os ideais de um jovem
Que engando tenta não se enganar
Observa... observa apenas.
Nossa vida ainda vale algo?
Talvez, depende pra que se vive.
Porque? E pra onde deseja-se passar
Essa tal e conhecida vida
"Eitâ nóis sor, que papo besta danado
Me vê mais uma dose de pinga...
Pra tentar esquecer da minha muié".
Aquela ingrata que não sabe
o que esperar desta vida
nem ler poesias sem sentido... Hiperbólicas.
José Luís de Freitas
Enviado por José Luís de Freitas em 21/07/2006
Código do texto: T199147

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Sobre o autor
José Luís de Freitas
Diadema - São Paulo - Brasil, 32 anos
466 textos (177545 leituras)
28 áudios (28225 audições)
1 e-livros (111 leituras)
(estatísticas atualizadas diariamente - última atualização em 04/12/16 10:23)
José Luís de Freitas