Capa
Cadastro
Textos
Áudios
Autores
Mural
Escrivaninha
Ajuda
Textos
Texto

Ainda Você

cerca cErca cercado servidão cera
Sergip-e Aracaju não vou mais
Irene minhas preocupações voam
a sala gira e eu não saí do meio

sirvo servo sErviço certeza cena
Coba-l-e Saps e ninguém mais
mi(ch)ama o fogo mi-aço-ende-a-terro
nas nuvens o ventil-a-dor e eu-u-sei-u

ai, minha mãe, meu peito, minha bunda
meus braços esticados um p(r)ego em cada mão
a madeira é friiia
a escuridão é feia
“o sol é vermeeeelho”
sapato e meia

não andam sozinhos
ai, meu irmão, meu terno de linho
mi-aço-ende uma luz
me mostra o caminho
as lágri(mais) chegam
de longe, de um ninho
que apareceu não sei onde em mim

ai, can-ta-dor
de vi(m)ver, de so(rr)ir de fazer
de chorar, merecer
quan-ta-dor é feliz
quem não torce o nariz
acredita no fio do cab-elo
seg-u(i)rei con-s(c)e-gu-i, eu achei, eu achei
achei você minha mão é de mel

lá vem o moço no meio da estrada
de um lado capim
do outro lado também
ao passar o cavalo no rabo p(r)eguei
na garupa subi
e cuns dois me joguei
precipício do azul
onde secou o pens-ar
quan-t(o)ar consegui
só assim vi você
Aluizio Rezende
Enviado por Aluizio Rezende em 31/07/2006
Código do texto: T205714

Esta obra está licenciada sob uma Licença Creative Commons. Você pode copiar, distribuir, exibir, executar, desde que seja dado crédito ao autor original (cite o nome do autor e o link para a obra original). Você não pode fazer uso comercial desta obra. Você não pode criar obras derivadas.
Enviar por e-mail
Denunciar

Comentários

Sobre o autor
Aluizio Rezende
Rio de Janeiro - Rio de Janeiro - Brasil
6596 textos (144501 leituras)
(estatísticas atualizadas diariamente - última atualização em 11/12/16 08:09)