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Bebo de ti....

Sumo de frutas silvestres
em madrigais do bugalho
dilúculos do cantar agreste
gorjeados ecos do cascalho.

No espelho do rio! Sudoeste
Acordando a água que aparvalho
Valorando a valsa do simestre
Ungidas sementes que agasalho...

Gotículas catadas dum mestre!
vertidas do excelso orvalho
osculando a florada campestre
dimanando cume do vergalho.

Depurada na fonte do prazer
estiolada no âmago espalho
espargindo o afã do perfazer...
Sorvendo dádivas do coalho.

Clamando não pare o querer
na leitura espocando cibalho
incitado estilo aquém dizer...
Dum beijar insano rimalho.

Caldais deságuam o aquiescer
que nos cante loas o carvalho
Arestas encantadas do jazer
arrastadas rimas num esgalho...

A composta mandraca escrever
Bebo de ti, pois tu és cabeçalho!
Vaticinado no ser, aspirando ler
em copas de nuvens o baralho...

“A Poetisa dos Ventos”
Deth Haak
3/7/2006


 Bençãos Poeta!  Que chova sementes, que lubrifico em rimas inundadas  linhas.
Deth Haak
Enviado por Deth Haak em 02/08/2006
Código do texto: T207575
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Sobre a autora
Deth Haak
Natal - Rio Grande do Norte - Brasil, 57 anos
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Deth Haak