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DOIS LADOS

Tenho dois  lados, duas  faces
Duas  personalidades
Tenho  duas caras,  dois  sentidos
Duas  metades.

Tenho dupla direção, duas  vertentes
Uma dupla encruzilhada
Duas sementes.

Tenho dois medos, duas verdades
Uma  que  segue  todas as  minhas  razões
Outra  que  segue  todas  as minhas paixões
E se misturam  no meio  dessa  estrada
Se  confundem,  se  transformam
Ficam unilateral, o bem e o mal
O doce  e o sal,  bom seria  se  todas
As  minhas  razões fossem então  apaixonadas
E todas  as  minhas  paixões  fossem assim, racionais.

Tenho  dois  sabores, o amargo e  o fel
Um é mais doce  que o outro,  porém
Não é nenhum mel,  tenho  duas  partes
Em cada  parte  que  divido com você
Mas,  não  te encontro  em nenhuma
Por mais  bonita que seja,  alma  bela,
Não há   sinal  ,  nem pedaço algum
Que  denuncie sua  presença, desejos,
Somente desejos  rege  sua  vida, seu ego,
Sua ausência,  não há  bem,  e o mal  solitário
Se instala,  se acomoda, se ajusta em sua sala
Tranca-se  a porta,  por  pouco não joga
a chave  fora,   se permitindo um inverno seco,
não  há  o outro lado,  a outra metade,
não tem sol  os  seus  dias  e  suas noites
lhe afogam  em seu  calor.


Tenho dois  extremos, o fraco e forte,
O fraco  me  traz pro  abraço,  sou o eu que
Chorà,  que lamenta,  que pede colo,
O forte  me  leva  pras  minhas fronteiras,
Me obriga a ficar  em pé,  avançar  e  recuar
Ser   aprendiz,  guerrilheira de mim mesma,
Contra o meu   idealismo  débil, tolo
De  viver  tão intensamente uma
Paixão irracional e uma apaixonada razão.

angela soeiro
Enviado por angela soeiro em 08/08/2006
Código do texto: T211937
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Sobre a autora
angela soeiro
Rio de Janeiro - Rio de Janeiro - Brasil, 52 anos
88 textos (3359 leituras)
1 e-livros (36 leituras)
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angela soeiro