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Conto de Fadas / Minha Imaginação / Soneto de Desejos / Utopia

CONTO DE FADAS

Venho, por eras, em busca de um ser
Que complete meus maiores vazios,
Que em noites frias venha me aquecer.
Que acabe com meus insanos calafrios.

Um ser que complete-me intimamente
Fazendo-me viajar de repletos delírios.
Que venha e siga me eternamente
E que acabe com meus maiores martírios.

Aguardo-o, cavaleiro imortal,
Para que tornes meu mundo real.
Ouça os profundos sussurros de sua amada.

Na janela de meu quarto obscuro
Suplico-lhe, de coração puro:
- Liberte-me deste horrendo conto de fadas!
                                                           18/06/2006(domingo)

MINHA IMAGINAÇÃO

Voa, vem de encontro a minha face,
Dê-me de seu mais doce beijo.
Nos meus sonhos eras como se me amasse,
Como se procurasse-me cheio de desejo!

Ao som dessa música triste, infeliz,
Faça-me sorrir neste dia amargo,
Torne-me bela como flores-de-lis.
Vinde a mim, pois lhe aguardo...

Nos meus sonhos eras o mais belo,
No meu quarto sombrio lhe espero.
Torne-se parte da minha verdade.

Pois só existe na imaginação,
Fazes apenas parte de meu coração.
Venha para minha triste realidade...                                                                                                          25/06/2006(domingo)

SONETO DE DESEJOS

Tocaste-me de leve
De muito não precisou.
Enfeitiçaste-me tão breve
Que à mim, tão simples, conquistou.

Fez-me delírios imaginar
E confessei tudo à mãe lua.
Em minh’alma viestes me tocar
Estava lá, languidamente nua.

Em diversas madrugadas me encontrou,
Por muito desejou e tocou.
Trouxeste-me noites e sonhos ardentes.

Louco, beijava meu corpo sedento,
Foi quando abri meus olhos sangrentos
E percebi ser apenas coisas de minh’hórrida mente...
                 
07/02/2006(segunda-feira)

UTOPIA

Machuca lembrar-me de ti assim,
E saber que não mais estás ao meu lado.
O seu perfume doce como o mais belo jasmim
Não mais o sentirei, ó meu amado!

Nas noites de lua cheia, noites sufocantes
Delírios e mais delírios no leito vazio.
Procuro por ti, buscas incessantes
Porém, em vão, neste quarto tão sombrio.

No meu quarto você entra com o vento,
Aproxima-se e dá-me um beijo lento.
Esta noite sei que irás me velar.

Entretanto, como dói-me saber
Que não mais o irei aqui ter,
Que somente nos meus sonhos me irá amar.
          25/06/2006(domingo)
morbidah
Enviado por morbidah em 24/10/2006
Código do texto: T272145
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Sobre a autora
morbidah
São José dos Pinhais - Paraná - Brasil, 27 anos
27 textos (657 leituras)
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