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O VISIONÁRIO


  O VISIONÁRIO
 
Pela porta da frente, do Templo, entrou.
Parado, ao centro da nave, espreitou.
Adoração à imagética foi o que viu.
A ira do Universo desceu sobre a Pineal.
De seus olhos, relâmpagos ateus,
O Fogo Sagrado saltou para destruir.
No ar, ribombar de trovões, ferozes vozes:
“DERRUBAR AS PRATELEIRAS, AS IMAGENS,
AS VIDRAÇAS, AS ESTANTES.
OS AUTOMÓVEIS ARDEM EM CHAMAS !”
Açoita  o chicote em sacrilégios atrozes.
Pinel ! Pinel ! Este cão !
Não tem dígitos nos olhos.
Não possui cifras nas mãos.
Nada compra e não se vende.
Poderoso demônio o possui.
Destruiu todos os santos e ídolos,
Tudo o que se venera e se ama.
Endemoniado ! Anda magro, roto e sujo.
Está louco !
(Atestam pelo brilho de seus olhos)
Pinta o camburão e o levam algemado.
No sanatório, o diagnóstico:
Esquizofrenia.
Afirma não ser um só.
Pobre diabo, lobotomia.
 
OU
Corria um boato que ele fazia comícios
Afirmando ser possível ir aos céus,
NUM PAU-DE-SEBO !
Queria ensinar a “arte”.
Pegaram-no e numa encruzilhada,
Pau-de-sebo erigido, o fizeram subir.
Alguns ficaram maravilhados.
Mas o humor, característica humana,
Fez com que alguns, os mais sacanas,
O Empalassem lá em cima.
Zion Freire
Zion Freire
Enviado por Zion Freire em 28/10/2006
Código do texto: T276261
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Sobre o autor
Zion Freire
Rio de Janeiro - Rio de Janeiro - Brasil, 66 anos
65 textos (2562 leituras)
(estatísticas atualizadas diariamente - última atualização em 09/12/16 10:04)
Zion Freire