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E no fim
Que ao poeta seja permitido
Olhar
O sol despedaçado a chorar
Seu fogo disperso,
A terra morrendo de saudade,
A lua fugindo a gritar de solidão,
As estrelas espantadas
Com tanta dor
Da imensa explosão vermelha.
Que ao poeta seja permitido
Assistir ao fim
Para cantar,
Não chorar
Mas cantar
Toda a confusão
Do universo em convulsão.
Que ao poeta seja permitido
Ser o último
A morrer
Num sorriso
De desilusão.

in
"Da Incerteza"
Ed. Minerva, Lisboa


APOCALIPSIS



Y en el final
que al poeta le sea permitido
contemplar
el sol despedazado llorando
su fuego disperso,
la tierra muriendo por nostalgias
de amor,
la luna huyendo gritando
de soledad,
las estrellas espantadas
con tanto dolor
por la inmensa roja explosión.
Que al poeta le sea permitido
absorber hasta el final
todo el dolor
todo el dolor.
Que al poeta le sea permitido
Mirar el fin
para cantar
-no llorar
y sí cantar-
toda la confusión
del universo en convulsión.
Que al poeta le sea permitido
ser el último
que muera
con una sonrisa
de desilusión.


in
"Da Incerteza"
Ed. Minerva, Lisboa
Maria Petronilho
Enviado por Maria Petronilho em 08/11/2006
Reeditado em 20/08/2009
Código do texto: T285512
Classificação de conteúdo: seguro

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Sobre a autora
Maria Petronilho
Almada - Setúbal - Portugal, 64 anos
1238 textos (130526 leituras)
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9 e-livros (5156 leituras)
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Maria Petronilho

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