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AMOR PROÍBIDO - MAGICAMENTE MORTAL

A quanto tempo estou aqui
no mesmo lugar de onde você me deixou?
Qual a importância dos dias
diante de uma eternidade que está diante de mim?

Nem meu amigo vento, que antes embalava meus vôos,
nem o aroma suave das flores que me encantavam
nada me faz mais feliz.
A única coisa presente são as lágrimas que teimam em cair.

Se nada é capaz de remover a dor que está em meu peito,
como uma ferida que não pára de sangrar,
a cada vez que lembro de você e da infelicidade que te causei
a imortalidade pra mim, já não tem razão de ser.

Lembro-me dos momentos que passei ao seu lado
enquanto contemplava o sol se pôr no horizonte,
era ali que sempre o visitava,
para inspirar-te poeta.

Com um leve toque em seus cabelos,
e um doce beijo em sua face,
eram assim que minhas juras de amor eterno
refletiam em sua mente, sei que você não me via,
mas do que importa se minha presença era sentida,
escrita e assim saíam suas rimas.

Esse amor foi o que mais lindo vivi
foi a única coisa que me fez querer evoluir,
não ser mais uma silfo imortal,
queria ser como ele, ser apenas dele,
como nos versos que o inspirava.

Era uma silfo, apaixonada por um humano.
De que importavam as classificações evolutivas,
se quando estava ao seu lado
nada que não fosse o amor, prevalecia.

Que Deus cruelmente justo,
para impor a distância a dois seres
que leis estão acima do amor,
se fomos criados pelo mesma essência,
porque existir distinções, entre elementais e humanos.

Nem o orgulho de ser um elemental,
e com os seres mais evoluídos, uma rixa existir
nem algo tão real conseguia persistir
Quando estava o inspirando,conseguia senti-lo em mim.

Mas os versos de meu amado
Inspirados no amor que eu sentia
Foi por ele a outra dedicada
Isso me atormentava noite e dia
Afrontei o curso natural da vida
Fiquei contra Parália, chefa das fadas
Apenas para continuar amando-o.


Por um sentimento que só pertencia aos humanos
meu coração fora atingido, e com meu cúmplice ciúme
fiz para a usurpadora, uma poção dos antigos.

Mas o feitiço, com as leis da magia a origem retornou.
E com a força de três vezes três meu Doce Amor
venho a morrer de angústia e desprazer
de tanto amar quem não o amou.

E continuo aqui, mesmo lugar de onde ele me deixou,
e sem tê-lo para inspirar...
eu choro de tanto amor.
Mhayah (Máyah Perez)
Enviado por Mhayah (Máyah Perez) em 10/11/2006
Reeditado em 03/10/2007
Código do texto: T287734

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Sobre a autora
Mhayah (Máyah Perez)
Manaus - Amazonas - Brasil
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Mhayah (Máyah Perez)