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LIXEIRA

Só para saberes o quanto
gosto de odiar,
para que saibas o quanto
odeio gostar
fica aqui estendida
esta carpete vermelha
de onde um dia sangue jorrou...

Nota bem nos seus traços
finos e delicados, a sepultura
dos esforços para alimentar
uma mente, nunca um coração...

Sente o frio que outrora
quente gelou os calores
que anteriormente sentia,
e vê, olha pra a carpete
e calca-a, o teu pé a enterrar-se
cada vez mais mas nunca vencendo
a dura realidade
da doçura da vingança.

Não limpes aqui
os teus sapatos de cristal,
podem-se riscar com o lixo
que já outros deixaram.

Lixeira aberta encoberta
pelo disfarce vermelho.
Daniel Delgado
Enviado por Daniel Delgado em 11/11/2006
Código do texto: T288324
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Sobre o autor
Daniel Delgado
Portugal, 30 anos
53 textos (1516 leituras)
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Daniel Delgado