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Mais calma agora e menos lexotan na alma

Eu me desconexo da paisagem: viagem
penso que existo resisto insisto escrevo
fico em nervos devo e não pago não nego
estou mais doido agora lendo Hilda Hilst

Como bebo respiro existo e ponto pronto
fico bêbado embevecido com vinho tinto
trago minha bagagem comigo: eu mesmo
abro-me e ponho entranhas sobre a mesa

E mais: as meias palavras lavras próprias
prontas palavras de ponta desapontamentos
alegorias para um carnaval um aval e sal
cinzas para todas as quartas-feiras do ano

Passo um pano rimo sem nexo com sexo
estou sim: declamo amores clamo versos
acendo luas derramo estrelas pelo céu
vôo: pisar astros andar ares entrestrelares

Vou tecer canções na agulha fina da rima
aparar arestas alargar frestas fazer festa
ficar calmo com menos lexotans na alma
não quero domo dano drama tango hino
Célio Pires de Araujo
Enviado por Célio Pires de Araujo em 17/11/2006
Reeditado em 17/11/2006
Código do texto: T294103

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Sobre o autor
Célio Pires de Araujo
São Paulo - São Paulo - Brasil
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