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Infinitas Visões


 
Estou traduzindo em vagas palavras
Interrompendo um delírio,
Que se fez minha expressão
Na certeza da dúvida,
Aqui posso ler, para ter reação.
Na certeza da dúvida,
Era muita excitação, infinitas visões.
indefinido espírito de  formas suaves.
Transando na lua  ficava prosseguindo a estrada,
Rompendo o caminho na janela rasgada,
Vê se o brilho um dourado projetando em seus raios,
Casa branca da orla era lá que ficava, salvando a visão.
Onde se encontra você clara beleza.
Estarei à espera,
Não direi a ninguém.
Não me lembro ó homem,
Das jóias que usava,
Salvando minha alma elas estavam.
Pedi que as levassem pois nada valiam,
Eram preciosas em fotografia.
Assim se valendo no translado da vida tangendo a alma,
Salvando vidas.
São poucos anéis, mas já bastariam.
Pois, geram proventos na luz do dia.
Na despedida eu ainda ficava agradecida com pés descalço,
Assim nada deixaram, levaram meus pés,
numa noite me lembro, aqui tenho fé.
ter solto o cabelo foi o que restou,
Numa lua cheia sorrindo fiquei tangendo alegria
encostada na cama esperando a ilha.
Mergulhada na sombra da morte fiquei.
Você pode ver como cego engano,
A estrela se cala.
O brilho se rompe
Na certeza da vida.
Naquela tempestade ouço gritos do além,
E que nos liberta,
A vida embrutece, mas não enlouquece.
Era só alegria e a noite gemia,
Foi o que restou até a luz do dia.
Na fúria dos ventos,
Sorrindo com os  olhos na água escura,
num céu azulado,
Bradei em pedaços de pele
suando fragmentos de pedra
saindo dali.
Suave ternura.
O sol abrasando saindo do espaço,
Suavemente oscilando a lua estava.
Transportando dali, seu cavalo dourado.
Deslizando em ondas descendo de barco.
Enfrentando a fúria dos ventos agora.
Ficando ancorado na rua da glória.
Em toda clareza da vida eu estava,
Em minha vaidade o vento zoava.
Investigando a razão,
Fiquei apaixonada.
Desagradando a visão, o coração chorava.
Tomei-me pernas para voar,
espiando os mágicos.
Comuniquei a mim mesmo,
Que não entendia.
Ofegante dizia que ansiosa estava,
Que você volte logo,
O relógio falava.
 Quando nasci espiava os homens,
As casas corriam por entre as serras,
Atrás das mulheres nunca vi tanta perna.
Onde pisava na ilha do fogo.
Explodindo a corrida no espetáculo de lágrimas
Saudando,
enlacei o privilégio da vida.
Regando o sol,
tanta luz eu passei.
Saudade eu tenho, dos sonhos que não sonhei,
Quando a jandaia,
seu nome gritava.
E eu dizia, Ele não estava.
Plangente ficava na vida imagina,
deslizando em ondas lá navegava.
Ofegante me diz que nada entendi,
Aqui traduzindo em poucos vernáculos,
reincidindo estava garantido ficava.
 No amor que o sereno aqui festejava,
Na fúria dos ventos onde encontro você.
Onde se encontra ó homem
Seu retrato já vi.
Projetando em seus raios aqui naveguei,
Onde se encontra ó homem,
Estarei a espera.
Traduzindo ó alma até sua chegada.

 


MARIA DE FÁTIMA BORGES MAGALHÃES
Enviado por MARIA DE FÁTIMA BORGES MAGALHÃES em 20/11/2006
Código do texto: T296026
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Sobre a autora
MARIA DE FÁTIMA BORGES MAGALHÃES
Belém - Pará - Brasil
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MARIA DE FÁTIMA BORGES MAGALHÃES