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PALAVRAS COMPOSTAS

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Comendo um rijo pé-de-moleque
Pé-ante-pé andava o andarilho
E após fazer um baita pé-de-meia
Sonhava em pé, ao pé do pé de milho.
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Atrás do bode andava um pé-de-cabra
Num pé-de-vento soprando sem-dó.
Dois pés-rapados e só uma bóia-fria
Num pé-de-serra, pingando suor.
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Suor que lavaram nos olhos-d’água
Onde a água-viva não ousou nadar
Água-de-cheiro deixou perfumados
Olhos rasos d’água de tanto chorar.
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A chorar sem-fim, desde a pedra-lascada
O pobre-diabo tropeça em pedra-pome
E leva xeque-mate, escravo do pé-preto
Em pé-de-guerra contra o bicho-homem.
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Homem que mata pra matar a fome
Na mais-valia, do dia-a-dia a labutar
Um deus-nos-acuda, tenha paciência
Tão-somente a gente vive ao deus-dará.
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(18.11.2004 – Brasília – DF)
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André Luís Soares (Lobodomar)
Enviado por André Luís Soares (Lobodomar) em 01/07/2005
Código do texto: T29794

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Sobre o autor
André Luís Soares (Lobodomar)
Guarapari - Espírito Santo - Brasil, 50 anos
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André Luís Soares (Lobodomar)



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