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OS SATÉLITES

OS SATÉLITES.








Não há poeta que resista
Ver a lua essa vaca sideral
Desfilando mansa e solitária
Meditando em posição aflita
Sobre a terra já dormida
Em silêncio de crateras e abismos
Temendo o inevitável choque
Com corpos intrusos em órbita
Bastardos metálicos da evolução
Bisbilhotando com impulsos de transistores
A lua, a terra, o suposto inimigo
Águias frias, sorrateiras e invasoras
Do meu céu intangível de azul
Bestas científicas do nuclear apocalipse
Analisam... Fotografam... Alunissam...
Profanas teimosas, frias e cépticas
A lua está sob permanente “Ad-Juditia”
Propriedade privada e suma eterna
Herança eterna e imutável dos poetas
Donatários genuínos do grande Deus
Zeladores perpétuos da obra em criação.


Eráclito Alírio

Eráclito Alírio da silveira
Enviado por Eráclito Alírio da silveira em 24/11/2006
Código do texto: T299859
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Sobre o autor
Eráclito Alírio da silveira
Imaruí - Santa Catarina - Brasil, 74 anos
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Eráclito Alírio da silveira