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O EXCOMUNGADO

Há muito não sinto o sabor do sumo das coisas;
Há dias não me questiono acerca da natureza de Deus...
E assim meus dias vão passando:
Entre uma aurora e  um crepúsculo
Nenhum músculo da minha face se destende num sorriso;
Nenhuma palavra me inunda a boca...

Há anos procuro uma vereda que leve à larga estrada;
Hesitante não quero assumir meu caminho,
Invento caminhos – sim! Invento caminhos –
Para fugir ao sol que banha a larga estrada
E que pode mostrar-me a nu diante de todos.

... e permaneço assim, calado, como um sacerdote
que espera calmamente pela realização de um milagre;
como um sacerdote que crê em milagres!
Até quando essas mesmas horas me separarão da eternidade?
Até quando meu questionamento será um grito rouco e solitário?


Aracati-Ce., 19 de dezembro de 2005.

André.
André Breton
Enviado por André Breton em 01/12/2006
Código do texto: T306975

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Sobre o autor
André Breton
Aracati - Ceará - Brasil, 32 anos
60 textos (13560 leituras)
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André Breton