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Pane na máquina do tempo

E eis que surjo;
sujo como meus iguais,
triste como tem que ser
a vida de quem não sabe o que quer.

Há apenas lembranças...
(de tempos incomuns,
fantazias alegóricas)
...lembranças dos seios
das meninas do egito,
aquela terra de lindas peles negras.

Ou quando em outros tempos
eu guerreava à frente
dos exércitos persas.
Quando saqueava,
e roubava peças.
Sem pedir licença, invadia
pernas e inchava ventres alheios.

Há lembranças minhas
de ter eu pisado em solo grego,
de agregar novas idéias
aos meus poucos conceitos.
E depois de ser soldado,
e depois de minha espada
ter espetado muitos peitos,
pensei eu, ter chegado a hora
de reinar sobre os povos,
ser único no mundo...
Mas fui remetido a outros
tempos desordenados.
Então, fui dinossauro,
fui vampiro.
Ajudei a derrubar os alemães,
a erguer os jardins
de Nabucodonosor.

E a muito eu tento
me encontrar no meio de tantas coisas.
E a muito conheço e desconheço
mil pessoas.
E me perco a caminho
de mim mesmo.
Dil Erick
Enviado por Dil Erick em 30/07/2005
Código do texto: T39027
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Sobre o autor
Dil Erick
Macapá - Amapá - Brasil, 29 anos
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