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Soneto do "Verso Indescritível"

Ai! que versos perversos!
Tento criá-los, reinventá-los:
Eles teimam em permaner
Escondidos em meu esquecer...

Ditos de frente ou em reversos
Não posso vê-los nem aumentá-los.
Submisso ao apressado percorrer
Da pena nas linhas ao escrever

Sinto o frio do silêncio
Do vazio do meu ser
Nesta busca indescritível.

Preciso me recompor: Silêncio!
Percebo o soprar de vozes de um Ser
À me dizer o "Verso Indescritível"!


Canindé,CE. 03 de Setembro de 2005.




Copyright by Apollu Stefanno
Enviado por Copyright by Apollu Stefanno em 03/09/2005
Reeditado em 28/12/2005
Código do texto: T47371

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Sobre o autor
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João Pessoa - Paraíba - Brasil, 40 anos
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