Capa
Cadastro
Textos
Áudios
Autores
Mural
Escrivaninha
Ajuda
Textos
Texto

Subsistência


No sacrossanto templo que é meu corpo
após exéquias tristonhas e enfadonhas
e em lá menor um réquiem oficiado
dá-se um banquete de mim em despedida!
Eu sou servido aos decompositores
em meio a flores – cravos e jasmins!

O tempo passa e eu volto à forma pura.
Em relva verde me espalho na colina
deixando à terra um vasto relicário...
E me rumina a vaca – outro repasto!
Eu alimento o mundo! É minha sina
de volta ao solo em forma de excremento!

Mas outra parte etérea de mim mesmo
caminha a esmo, livre da matéria!
Eu sou lembrança, amor, dor e saudade.
Retrato amarelado na parede
enquanto a sede de vida me amortalha
eu, morto, assombro a própria eternidade...
Poeteiro
Enviado por Poeteiro em 16/10/2005
Código do texto: T60240
Enviar por e-mail
Denunciar

Comentários

Sobre o autor
Poeteiro
Santos Dumont - Minas Gerais - Brasil
440 textos (10789 leituras)
(estatísticas atualizadas diariamente - última atualização em 09/12/16 02:19)
Poeteiro