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Texto

Minha caneta é uma navalha;

Penso na possibilidade de escrever.
De criar pelo menos uma linha.
Mas uma linha é escrita por meus medos,
É o caminho dos meus pesadelos.

Minhas palavras são esgotos debaixo da cidade
dos mortos; túneis que se misturam
ao rostos dos cadáveres, um espelho
que cospe os restos dos meus ossos.

Minha palavra é uma peste,
Que no meu corpo
dança.

E minha caneta:
É uma navalha
nas mãos de uma criança.
P Neto
Enviado por P Neto em 12/10/2017
Código do texto: T6140781
Classificação de conteúdo: seguro
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Sobre o autor
P Neto
Bagé - Rio Grande do Sul - Brasil, 17 anos
60 textos (712 leituras)
(estatísticas atualizadas diariamente - última atualização em 18/10/17 05:28)
P Neto