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o calango

tenho raiva de mim às vezes
como de repente quero beijar minha cara
a tara é que excede meu peso
ou é o que me faz mais feliz
sempre tive o que quis
ou nada deu certo de novo
estou de barriga pra cima
ou afundo o nariz no travesseiro
o meu choro é costumeiro
mas posso morrer de alegria
viajo na fantasia
mas sou cruel como a verdade
me dou bem com a vaidade
que sei que tem pele morena
prefiro a loura pequena
que não quis ser entrevistada
subi a curva de cima
desci a estrada e no plano
cheguei ao ponto final
achando que era a horizontal
mas deparei-me com o poste,
ao invés de avistar a parede,
e, desobrigado, mijei


Rio, 03/08/2007
Aluizio Rezende
Enviado por Aluizio Rezende em 23/08/2007
Código do texto: T620139

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Sobre o autor
Aluizio Rezende
Rio de Janeiro - Rio de Janeiro - Brasil
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