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Fragmentos

A garganta lança sua voz sonora e intacta
E eu não consigo dormir
E choro meu sono lento e apático
O freguês coloca os restos mortais no prato
Sobre a mesa do bar
E o homem tenta achar seu significado
Mas só descobre que não adianta morrer agora
Porque ainda somos pobres de espírito

Dos olhos cai uma lágrima inodora e insípida
E eu não tenho tempo a perder
E canto à minha musa lívida e atávica
Um beijo une dois mundos diferentes
Sob o mesmo sol
E o homem dança uma música inaudível
Do coração e da razão que começam um jogo
Em que o perdedor se inflamará no fogo eterno

A existência gira sua roda mítica e cármica
E eu sigo o curso da vida
E planto a semente cósmica e védica
O tempo distorce os pensamentos e a matéria
Na velocidade da luz
E o homem diz que tudo termina bem
Se não terminou é sinal que não chegou o final
Só nos resta agora crer e seguir sempre em frente
Paulo Antonio Barreto Junior
Enviado por Paulo Antonio Barreto Junior em 29/08/2007
Código do texto: T628678
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Sobre o autor
Paulo Antonio Barreto Junior
Salvador - Bahia - Brasil, 46 anos
417 textos (6205 leituras)
(estatísticas atualizadas diariamente - última atualização em 22/08/17 12:48)