Capa
Cadastro
Textos
Áudios
Autores
Mural
Escrivaninha
Ajuda
Textos
Texto

A Negra Noite

       A Negra Noite

Porque tinha um praia no coração
No teu regaço achou de  bom  alvitre
Um lugar para guardar uma tormenta
uma tormenta sem  peias que  insiste...

O esbiro  da  lei  no curtume,
Deu ganas de estrangular  então a noite
Para que ela vomitasse estrelas
Estrelas puras e cadentes em açoite

Fecundada  a esqueletica maré, no peito
Ficou pejada do mar revolto...
Nos rochedos descarregou o tédio
Olhou para o céu, e viu o céu cair morto!

O borborinho da invernada
Ecoou pelas plagas ao vê-la
Um sertão escuro era o mar
A noite um praguejar sem estrelas

Como uma revolta pedante
Um esbulho da propria alma
O destino lavou suas mãos
Sem tesão a noite escondeu a cara...

Fugindo assim  do olho de fogo gigante
Do bicho de ferro, que vinha resfolegando
Arrotando brasas e soprando fumaça
Esquivo  já não deslizava, ia trotando...

E ela continuou escura, como luto
Escondendo em suas asas um feixe
De almas pretas que subiam o monte
Para pescarem estrelas no céu,
Como se fossem peixes!
BARRET
Enviado por BARRET em 30/08/2007
Reeditado em 11/01/2008
Código do texto: T630149
Classificação de conteúdo: seguro

Esta obra está licenciada sob uma Licença Creative Commons. Você pode copiar, distribuir, exibir, executar, desde que seja dado crédito ao autor original. Você não pode fazer uso comercial desta obra. Você não pode criar obras derivadas.
Enviar por e-mail
Denunciar

Comentários

Sobre o autor
BARRET
Salvador - Bahia - Brasil
779 textos (71548 leituras)
(estatísticas atualizadas diariamente - última atualização em 19/10/17 14:57)
BARRET