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ALÉM DO QUE VEJO

Além do que vejo

...E de tão cega
Pude me ver tão perto...
Despida de qualquer encanto,
De qualquer espanto...

E ouvi tudo o que era mudo...
E vi tudo que era invisível...
E bebi da água fria do meu riacho transparente...
E não tinha sede...

Andei entre as rosas do meu jardim,
Me encantei com a beleza das flores
e me feri com alguns espinhos...

Também ouvi meu canto
enquanto andava descalça
pela lama do meu pranto...

Quanta gente, quanta vida...
Quanto mundo há em mim...

Quantos são os que sentem?
Quantos são os que clamam?
E quem são os que mentem?
E quem são os que amam?

Muito mundo há em mim...
Muita gente, muitos sonhos...

De tão cega...
Ouvi meu pranto...

Débora Andrade
Débora Andrade
Enviado por Débora Andrade em 25/09/2007
Reeditado em 21/06/2008
Código do texto: T668400
Classificação de conteúdo: seguro

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Sobre a autora
Débora Andrade
Rio de Janeiro - Rio de Janeiro - Brasil
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Débora Andrade