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OLHOS DA NOITE

Estas viajem que me resta fazer, solado vou cantando e mexendo os passos, sem olhar pra traz.

Sinto a testa franzir o vento bailar com as minhas vestes jogadas nos ombros nus.

Este peitoral sentindo a marcha escaldante, ao sol impune diante do universo em colapso.

Este brejo que não ver quando se vence uma montanha, faltam oscilações neste tempo imprevisível.

Com o rumo deteriorado caminho observando os precipícios,

A beleza infinita do cume que se perde no horizonte, me faz grande,

Tenho revisto os olhares por onde me enxergam nas noites úmidas e frias,

As aparências não me levam a nada, e retomo e endireito-me sobre estes trilhos,

Nesta vida de ferro, se perde o ouro e a mina já não se corrompe mais.

Existe o labirinto por onde cometemos o absurdo de explorar o inexplorável,

As visitas não me deixam dormir, estas pragas que não se misturam com hábitos noturnos.

Tento aconselhar-me esperando o amanhecer em cores,

Sinto o jardim raiar diante das minas necessidades,

Esta semente está brotando e crescendo para que eu fique, e sinta o poder da primavera.
Gueko
Enviado por Gueko em 08/10/2007
Código do texto: T686129

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Sobre o autor
Gueko
São Mateus - Espírito Santo - Brasil, 51 anos
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