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Devaneio

Nas coisas mais simples:
o gosto da ternura.

O sorriso de Vênus
faísca no céu

 e num acesso de veneta
meu esfíngico sonho varonil inflama;

queima no vergel das ilusões da carne.
Consome a pele;
a luz no olhar do centauro...

Coloco meu elmo,
a navalha disseca
o vento que arrasta o desejo.

Nas vielas das sombras,
busco abrigo.

A serpente cochila
no fundo da alma.

Mitologia inversa:
cavalo sem asas.
Anjos caídos.

Átomos de pétalas
Signos, elipses
não é preciso dizer nada.

Os serafins é que sabem das coisas.
Escondem nos pélagos a pilhéria dos homens.

E eu que nada sei
- pura e simples -
avessa aos mistérios
observo:

a nudez do pôr-do-sol,
o pouso de uma lágrima
que finda no cair da noite
povoada de raso-profundos segredos.

Verônica Partinski
Enviado por Verônica Partinski em 26/10/2007
Reeditado em 20/08/2009
Código do texto: T710345

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Sobre a autora
Verônica Partinski
São Paulo - São Paulo - Brasil
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Verônica Partinski