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SONHOS URBANOS

Melancia e sementes brancas verdes e pintas doces como um beijo,
Maça que te suga o sabor te impõe na dor, um caju amargurando apertado.

Melão castrado, espólio dos frutos, da cor amarela tão macia e tão bela.
Suco do caule da flor, estas tentativas com fraudes e sementes espremidas.

Folhas sem sal, sombra sem galhos, espessa massa que me faz carne viva e fraudulenta.
Espasmos e contentamentos jogados ao chão, neste corpo corrupto de uma terra que foi virgem.

Delicio-me e lambuzo nesta árvore faminta, esta seiva sem cor escorrendo entre as pessoas.

Que fruto me retém?
Nesta asa quente pairando no raio e no brilho do amor.

Alimento-me em devaneio depois de sugar toda intenção de resistir ao tempo,
Invento loucuras.

Rei vento, filho ar, rainha mar sem eira nem beira nas instancias da minha vida.
Este jardim meio homem e meio horta que faz sustentar no equilíbrio, das flores e do doce sabor dos sonhos.
Gueko
Enviado por Gueko em 29/10/2007
Código do texto: T715057

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Sobre o autor
Gueko
São Mateus - Espírito Santo - Brasil, 51 anos
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