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A efígie de deus

deus do acaso.
Da chegada e da partida.

Anjo da morte.
Anjo da vida.

Livre,
escreve errado
por linhas certas.

Ou seria o inverso?

O deus
do recanto e dos detalhes.

deus do primor
e dos disfarces.

Juíz do presente,
do pretérito
e da sorte.

Perverso.
Totalmente.

Absolutamente perfeito
quando dissipa-se no orgasmo.

Na dor escorregadia
das lágrimas de chuva.

deus dos mistérios.
Desbrador de mares.
A esfinge do desejo.

Nos consome
na finitude das noites.

Lívido
e, ao mesmo tempo,
cálido

como o perfume das rosas
e da brisa primaveril.

Píton.
Profano.

Voyeur.


Volátil
nos espreita

ao volver intrínseco
dos vícios da carne.

Aprecia nos pajear
no vórtice das horas profundas.

Inócuo.
Douto.

Intérprete
das nossas emoções.

Enquanto nos observa
devora estrelas

paira sob as ondas,
alicerce de espelhos

refletidos nas águas de outono.
 
Verônica Partinski
Enviado por Verônica Partinski em 01/11/2007
Reeditado em 02/11/2007
Código do texto: T719682

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Sobre a autora
Verônica Partinski
São Paulo - São Paulo - Brasil
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Verônica Partinski