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Gaiola de Tolos

Temos a alma ardente e inquieta
Perambulante sob nuvens de dúvidas
Numa trilha que a agita, a afeta

Vivendo lado a lado com o extermínio
Recolhendo no ar vestígios de nossa existência
Nas cinzas de antigos pergaminhos

Cargas aos servos, ouro à mão-de-ferro
Sangue de sofridos dorsos, lágrimas de velhos remorsos
Numa overdose psicológica, numa ilusão demagógica

Nas esquinas da salvação
O caminho, a verdade e a vida
Cercando-nos com onerosas ofertas - tentação

Agora a velha prostituta queima páginas de devassidão
Uma criança da lua em mágica combustão
Ceifando nas pontes para o Éden toda a vida, toda paixão

São os contornos do tempo
Presenteando-nos com devaneios de incenso
Na gaiola dos tolos, grades de canseira e desalento

Na noite de todos os pecados e heresias
Aos muitos deuses lançamos clamores em demasia
Aprisionados, guiados por tentáculos de esperanças vazias

O amor nos é negado num cerco de loucura
Em êxtase de absinto, o inconsciente deturpa-lhe a doçura
Aurora tornada em crepúsculo, perdendo sua brancura

Destinamos o inferno aos mais fortes
Talhando a eternidade em paredes de fumegantes mortes
Nos infiéis enredos vividos até por reis e suas consortes
Isaque
Enviado por Isaque em 18/11/2007
Reeditado em 19/11/2007
Código do texto: T742612
Classificação de conteúdo: seguro
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Sobre o autor
Isaque
Presidente Dutra - Maranhão - Brasil, 40 anos
76 textos (2418 leituras)
(estatísticas atualizadas diariamente - última atualização em 23/10/17 23:06)
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