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A poeira do caminho sem volta

Caminho na estrada de chão
Lá onde o Sol nasce cinza
E não há esperança nos olhos das pessoas daqui
Suas faces são mórbidas e lânguidas
E eles até tentam chorar,
Mas não há mais seiva para derramar
E suas lágrimas são áridas e secas
Ao tocar o chão viram pó
Há moscas ao redor
E o seu zunido quer me cegar
O instante quer me tragar
A face da morte chama
Deparo-me com aqueles que nadam no Rio Estige
Brincam de brincar de esquecer
Adiante a fila da desconsolação
Que segue para lugar nenhum
O corvo uiva...
O oráculo é explicado
Você pode me dizer
Onde está a linha que separa o bem do mal
Diz, pergunto agora a Deus
Porque é pecado mortal se entregar
As lágrimas continuam a cair
A poeira não nos deixa mais andar
Estou sentindo, vou submergir
A poeira que me afogar
Há caminho de volta?
Indefínivel achar
Hei você, pergunto agora a Deus
É pecado mortal se entregar?

Beth Jardim
Enviado por Beth Jardim em 22/11/2005
Reeditado em 18/01/2010
Código do texto: T74755
Classificação de conteúdo: seguro

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Sobre a autora
Beth Jardim
Taguatinga - Distrito Federal - Brasil, 35 anos
152 textos (17025 leituras)
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Beth Jardim