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ANÃO DE JARDIM NÃO TEM PECADO

. .
Quem foi o louco chinfrim que o abandonou ali, assim
Qual palhaço de jardim...
Feito estátua
Dilema confunde o cansaço;
Já não sabe se é anão ou palhaço...

Solidão, medo e esperança aguardando cessar o encanto;
O mesmo semblante de sempre... Confinamento!
Vez por outra uma piscadela, lábio mordido espanta mosquito
Inseto, importuno...
Pombos sem desculpas têm vez na quimera.

Cada qual com seu destino
Tal, igual a muitos outros, poderia estar no circo;
Nos trópicos, inserido na arte...
Poderia ter escolhido o ártico;
Com talento, até Marte...

Ter mulher, amor e filho...
Deslizar, sonhar... Mas nem é notado;
Coitado!
Fadado está a só permanecer
Ante a chuva, sol, entardecer;
Resignado, endossa o legado:
- Bem ou mal, na vertical,
O anão de jardim poderia crescer
Sem pecado.
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by jorge-arildo
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jorgearildo
Enviado por jorgearildo em 28/11/2007
Código do texto: T755846

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Sobre o autor
jorgearildo
Porto Alegre - Rio Grande do Sul - Brasil
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jorgearildo