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Rimas perdidas no tempo


Quisera ter a lira forte,
e o peito ardente,
na sinfonia do leal netuno.

Sai dos mares, netuno,
vem à tona,
falar da grandeza,
do universo.

Cada gota de orvalho que evapora,
em fumaça se esvai para as alturas,
para cair novamente sempre, sem,
no entanto, macular a própria estrutura.
..........................................

No fio da teia de aranha,
jaz a mosca,
inerte
Ela repousa.
...........................................

No grito lancinante que ecoa,
nos confins do universo paralelo,
no universo em que vivo na pessoa,
nem mesmo sei dizer o que espero.

A raposa que uiva dentro da noite,
procurando encontrar o seu parceiro,
quando uiva, o que ouve o vento ecoa,
em resposta ao seu próprio desespero.

Só, aqui estou agora,
procurando encontrar minha razão
que perdi e, se perdi, não sei onde,
só encontro minha própria solidão.


27/10/82
Vanderleis Maia
Enviado por Vanderleis Maia em 28/11/2005
Código do texto: T77364
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Sobre o autor
Vanderleis Maia
Imperatriz - Maranhão - Brasil
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Vanderleis Maia