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pedinte

invento o mal que distorço,
ausento-me da ausência
sou um pedinte sem abrigo
pedindo a vossa excelência.
mato a fome no bolor,
sou olhado como demente
e na furia enjeitada,
até o cão é mais do que gente.
na solidão que me dói,
na riqueza que engorda,
sou apenas mais um
com o pescoço na corda.
triste, entre gritos,
esperando pela minha vez,
sou o filho da puta
para o capitalista burguês.

João Videira Santos
Enviado por João Videira Santos em 03/12/2005
Reeditado em 04/12/2005
Código do texto: T80489

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Sobre o autor
João Videira Santos
Lisboa - Lisboa - Portugal
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João Videira Santos