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A ABOLIÇÃO DA ESCRAVATURA - LEI ÁUREA

ABOLIÇÃO DA ESCRAVATURA – LEI ÁUREA


Começo, pois a contar,
Da escravatura a abolição;
História de fato que também transcorrida,
Da nossa região.

Na época que os portugueses,
Começaram no Brasil a sua colonização;
Não existia mão-de-obra,
Então apelavam para a escravidão.

Porém vieram a começar,
Por àqueles que aqui já se encontravam;
Coitados dos pobres índios,
Nas lavouras, muito trabalhavam.

Mas já havia quem lutasse,
Por àqueles que não podiam se defender;
Os religiosos tomaram a frente,
E não deixaram mais a coisa acontecer.

Aí os portugueses,
Não vendo outra solução;
Começaram a fazer o mesmo que os europeus,
Exportando da África a “matéria” da escravidão.

E foi assim,
Que infelizmente a escravidão no Brasil,
Veio a se espalhar;
Começando assim uma triste história,
Que agora vamos relembrar.

Os negros trazidos da África,
Eram transportados maleficamente;
Dentro dos porões dos navios negreiros,
De forma bastante inconveniente.

Acorrentados e presos por malévolos,
Para muitos deles isto era uma passagem;
Por isso também, os navios eram chamados de “tumbeiros”,
Pois a morte era uma comum conseqüência nesta trágica viagem.

Os que conseguiam sobreviver,
Após serem desembarcados;
Eram comprados por senhores de engenhos,
Para começar a serem maltratados.

Apesar desta prática,
Na época ser considerada normal;
Havia também quem era contra,
A este abuso banal.

Assim eram chamados,
De abolicionistas;
Lutavam para combater,
Aqueles pontos de vista.

Mas mesmo com esta persistência,
Nem tão cedo isto veio a mudar;
Passaram-se quase 300 anos,
Sofridos a lutar.

O fator principal,
Que na época manteve a escravidão;
Foi o econômico,
Que era o “combustível” desta exploração.

A economia do país só contava,
Com este trabalho da escravidão;
Para as tarefas pesadas da roça,
Sem abnegação.

As providências para a libertação,
Lentamente iriam ser tomadas;
Pois o processo era complicado,
Ou a situação iria ser agravada.

A partir de 1870,
No Sul do país passou-se a empregar;
Assalariados brasileiros, imigrantes e estrangeiros,
Para começar.

No Norte as usinas,
Substituíram os engenhos primitivos;
Diminuindo a necessidade de trabalhos escravos,
Totalmente exaustivos.

Enquanto nas principais cidades,
O desejo só vinha a aumentar;
Da chegada de indústrias,
Para a situação também melhorar.

Visando não causar prejuízo,
Ao grande proprietário;
O governo foi conseguindo seus objetivos aos poucos,
Pela Inglaterra, pressionado os deixando como “loucos”.

O primeiro passo foi dado,
No ano de 1850 a se propagar;
Com a extinção do tráfico negreiro,
Que muito veio a beneficiar.

Vinte anos mais tarde,
Uma lei foi declarada;
Chamada Lei do Ventre Livre,
Que aos novos filhos dos escravos beneficiava.

Ficavam livres os filhos de escravos,
Que nascessem a partir de sua promulgação;
Assim estariam livres,
Para fazerem qualquer opção.

Em 1885,
Foi aprovada a lei Saraiva-Cotegipe ou dos Sexagenários;
Que beneficiava os negros com mais de 65 anos de idade,
A “viverem livre” para cultivarem paz e prosperidade.

E finalmente a tão sonhada liberdade,
Estava próxima a acontecer;
Um sinal de vida para os negros,
Que não iriam perecer.

Foi em 13 de maio de 1888,
Através da Lei Áurea;
Que o pesadelo dos negros no Brasil supostamente acabou,
Quando a Princesa Isabel finalizou.

Enfim estavam livres,
De tanta sofreguidão;
Onde a Heroína foi a Princesa Isabel,
Que aboliu a ESCRAVIDÃO.






TUDOS OS DIREITOS AUTORAIS RESERVADOS A:
JOSUEL SANTOS DA TRINDADE
(81) 9611-2073






JOSUEL SANTOS (O POETA DO CORAÇÃO)
Enviado por JOSUEL SANTOS (O POETA DO CORAÇÃO) em 15/04/2008
Reeditado em 29/08/2010
Código do texto: T947547
Classificação de conteúdo: seguro

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Sobre o autor
JOSUEL SANTOS (O POETA DO CORAÇÃO)
Parelhas - Rio Grande do Norte - Brasil, 27 anos
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