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DESPIR-ME

DESPIR-ME
 Delasnieve Daspet

Depois de cada verso
Sinto-me nua.
Tiro a roupa. Toda.
Despeta-lo-me. Fico ôca.
 
E no corpo suado,
Recompondo-se,
A tristeza da liberdade.
A dualidade do ser.
 
Não importa tirar a roupa.
Não mesmo!
O que quero é ser como a lua
Iluminar - não importa o que!
 
E no silêncio que  me invade
Após cada verso,
Sobra em mim
O fo go que queima,
A água.  A cascata.
Prazer. Dor.
O rubro calor do sol no
Gelo do deserto.
No claro e escuro
Da noite e do dia.
Das horas em segundos
Que dá  perfume a flor.
Dualidade que se perpetua
No instante do amor
Ficando apenas a eternidade
Do silêncio!
***11,30 hs de 25-08-2001
Campo Grande MS
 
 
 
Delasnieve Daspet
Enviado por Delasnieve Daspet em 05/02/2006
Código do texto: T108310
Classificação de conteúdo: seguro
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Sobre a autora
Delasnieve Daspet
Campo Grande - Mato Grosso do Sul - Brasil, 66 anos
654 textos (28508 leituras)
(estatísticas atualizadas diariamente - última atualização em 08/12/16 18:08)
Delasnieve Daspet