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Inferno

 
Nas frias manhãs do inverno astral,
Tudo ao redor parece vazio e triste
O elo da vida parece frágil demais.
Nas frias manhãs do inverno astral,
a vida se resume em apenas estar.
Passar com as folhas ao vento.
Caminhar no tempo.
Carregar no peito uma pedra de gelo
desejo não muito ardente
de partir para novas plagas.

Nas frias manhãs do inverno astral,
o elo da vida parece frágil demais...
Curvar-se, encolher-se, eis o que resta.
O latido de um cão ao longe
janelas fechadas,
neblina, sob um céu cor-de-cinza.
Desejo não muito ardente
de conservar a sanidade mental.
No inverno astral,
Mens sana in corpore sano
Mens sana in corpore sano.
Uma pedra de gelo no peito
e a cabeça repetindo:
Mens sana in corpore sano
Mens sana in corpore sano.
Os pés frios, as mãos frias.

O corpo encolhido.
O calor, a vida, as auras coloridas.
Tudo engolido, nas frias manhãs
do inverno astral
Regina Martins Vita
Enviado por Regina Martins Vita em 16/04/2005
Reeditado em 14/08/2008
Código do texto: T11621
Classificação de conteúdo: seguro
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Sobre a autora
Regina Martins Vita
São Vicente - São Paulo - Brasil, 62 anos
171 textos (4502 leituras)
(estatísticas atualizadas diariamente - última atualização em 08/12/16 20:04)
Regina Martins Vita