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Divisor de mágoas

Remas por mágoas profundas
O que te afunda em tua própria insensatez
Acaso ancorastes tua mentira
à pergunta que te ironiza?

Coração vazio de estio no mar flutuo
Quem dera que saudades ocas assim fossem
Ao estilhaçá-las liberaria sua ausência de formas
O que me conforma é o pesar de tanta insolidez
Nada ser diante do que é mundo, disso que é desfaçatez

Do lado de cá sou margem inquieta
A me olhar em travessia
Hoje sou o que fui feito de mim mesmo
Os dias passam a remo
E eu a ermo derivo contra maré

O mar é como a vida:
Vasto e nada significa
Para quem em sua superfície nada
Para quem esquecido no porto fica
leandro Soriano
Enviado por leandro Soriano em 21/04/2006
Código do texto: T142808
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Sobre o autor
leandro Soriano
Santos - São Paulo - Brasil, 59 anos
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leandro Soriano