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A Canção de Minha Paz

Peça à Lua que se esconda
desapareça na imensidão do nada
Diga ao Sol que guarde seus raios
eles não atingem mais nada
Feche o Céu com seus espaços
Mandando as estrelas todas embora
seus cintilantes lampejos não carece ver
que a noite não vem nem vai
e que o dia não amanheça
Peça às flores que não se mostrem
Que não exalem mais seus perfumes
os insetos, todos se foram
Florestas sucumbam varrendo
toda a magnífica Terra
Que se acalmem os mares
suas águas aquietem-se
e os peixes todos adormeçam
Indique aos pássaros a rota finita
última em sua jornada
onde tudo já se torna em nada
Segregue o vento em uma concha
exilando para o vazio a tempestade
e no ar que flutuamos vaga luz
onde os corpos etéreos que bailam
vão seguindo ao inexistente
saltitando suavidades de cada alma
evocando plenitude em nada mais
pesadas penas abalndo as desvirtudes
solicitude cósmica invadindo todo vazio
que todas as vozes se calem
onde as canções todas se perderam
sons e imagens e luzes e reflexos
apenas o nada e nada mais
na imensidão do pensamento
vago sentido de despertar
e sentindo a grandiosidade
em plena sapiência do nada
livrando-se de si mesmo
libertando-se de cada ego
para encontrar plenitude
no espaço vazio do nada!
Apenas e tudo Meu Deus !!!
NENINHA ROCHA
Enviado por NENINHA ROCHA em 28/04/2006
Reeditado em 12/03/2007
Código do texto: T147113
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Sobre a autora
NENINHA ROCHA
Guarapuava - Paraná - Brasil, 56 anos
310 textos (10916 leituras)
(estatísticas atualizadas diariamente - última atualização em 05/12/16 02:45)
NENINHA ROCHA