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Quem sou...

Quem sou...
Não sei...
Mas, seja o que for,
acho que não sou boa coisa...
O que sei ao certo
é que as vezes sou deserto...

Não sei porque sou assim,
não sei nem mesmo,
nem me importa,
o que pensam de mim...

Talvez seja isso,
isso que dizem que sou,
ou o que pensaram algum dia
pessoas com quem eu convivia...
Ou que quiseram que eu fosse,
me tornasse,
fosse coisa boa, ou não,
não sei...
Só sei que as vezes sou solidão.

Talvez eu seja essas lembranças,
sei lá,
essas coisas que ando pensando,
que imagino quando estou fumando...
É,
talvez eu seja o que ando sonhando...
Ou talvez aquilo que deixo de sonhar,
que é maior que o que a mente
consegue abarcar...

Acho que sou esse imenso mar
de coisas desconhecidas,
não imaginadas, inimagináveis,
mas que coexistem em ininteligível relevo
nas horas da madrugada,
que vão se revelando na poeira do tempo
das coisas inacabas,
das coisas jamais começadas...

Talvez eu seja essas dúvidas,
uma alma desesperada,
que procura,
mas que não quer achar nada...

Talvez eu nem esteja mais aqui,
e na ânsia de ser,
de procurar saber o que sou,
eu já não seja o que tenta entender,
aquilo igual a você,
humano, mas sem saber por quê...

Sou como uma ave engaiolada,
sou essas coisas todas, e mais,
mas o melhor é que não fosse nada
Sebastião Alves da Silva
Enviado por Sebastião Alves da Silva em 30/04/2006
Reeditado em 01/05/2006
Código do texto: T148037
Classificação de conteúdo: seguro

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Sobre o autor
Sebastião Alves da Silva
Imperatriz - Maranhão - Brasil
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Sebastião Alves da Silva