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Monólogo de botas-batidas

É, agora eu sei!
Nem o pó no sepulcro me faz jus
muito menos os bens que alcancei,
agora percebi Sua redenção na cruz

É, eu não me lembrava!
o que realmente acompanha o sopro divino,
onde todo o rio sempre deságua,
seja pobre, rico, velho, jovem ou menino

E agora, não posso voltar...
Vieram apenas a lembrança e sentimento
o tempo gasto com o resto, foi despediçar
como um sopro de desabafo na força do vento

E o que ficou que importa?
Meus rebentos, amores e sonhos adiados
lapidados na minha estátua, por quem lembrou
da minha história e do meu, talvez infame, legado

Entendo agora o que importa!
Exaurir, enquanto se tem ossos,
um pouco o que vou deixar no meu legado,
mas sempre o que levarei para o outro lado

E o resto?
O resto é resto!
sumirá no tempo, vai se dispersar
pelos giros que mundo insiste em dar...
Augusto Sapienza
Enviado por Augusto Sapienza em 25/05/2006
Código do texto: T162699

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Sobre o autor
Augusto Sapienza
Rio de Janeiro - Rio de Janeiro - Brasil, 33 anos
52 textos (2158 leituras)
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