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A VOZ DO SILÊNCIO

Ouço a voz do silêncio,
um murmúrio distante
de águas cachoeirando.

Na brisa fresca,
o silêncio passeia por vales e montes,
e acaricia as folhagens com dedos invisíveis.

Preenche-me com a sua voz de formiga.
A mesma voz que sussurra
ao ouvido da flor o mistério de se abrir.

Vem me contar em segredo
o brilho do orvalho
prateando de surpresas a face das manhãs.

A quietude inaugura uma paz antiga,
como o afago das lembranças
pousadas em prateleiras limpas,
isentas de angústia e medo.

O silêncio é uma ânfora de ouro e prata
vertendo o néctar sagrado do Infinito.
É um cálice de cristal do tempo,
onde almas extasiadas bebem Luz.

Nesse mar de paz profunda,
ao mesmo tempo me ancoro,
ao mesmo tempo velejo vida à fora,
silêncio a dentro.

José de Castro
Enviado por José de Castro em 13/06/2006
Código do texto: T174938

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Sobre o autor
José de Castro
Natal - Rio Grande do Norte - Brasil
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José de Castro