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Insana ceia

Rumo tão estranho
Comida servida em prato de estanho
Azinhavrado pra me envenenar
Apostolado fermentado pronto no enquadro
Nos versos decepados
Um tanto azumbrados pra me impressionar

Não deixo as esquinas por onde passo
Nos passos de voar
Trato da minha sina
Pra fora dessa moldura vou me encaixilhar
Na hora de tão cedo encarapinhar procuras
Meus gritos não são de festim

O amor coisa morta
No pouco que importa
Vivo ser só pra morrer

Fica esperança mesa posta
Cansada como velhice
Cheia da crendice de que vai sobreviver

Sirvo-me
Vomito-me
Como-me
É o que tenho pra me alimentar

Doravante gira mundo
Triturando veleidades
A de supor imortalidade quando criança

Joga teus desalinhos
Onde te subirei à torre
Ainda esta manhã
De tão próxima me avistarei
leandro Soriano
Enviado por leandro Soriano em 16/06/2006
Código do texto: T176456
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Sobre o autor
leandro Soriano
Santos - São Paulo - Brasil, 59 anos
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leandro Soriano