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a garantia do tempo

       

púrpura serena, beijo da amena
           saudade
           invade
a cruz de minh’alma, o mar se acalma
           é tarde
           alarde
vem da cordilheira a ave altaneira
           o rumo
           presumo
ninguém adivinha, deu tudo o que tinha
           aprumo
           eu sumo
o Sumo Pontífice naquela imundície
           resvala
           se cala
o medo se abate, não há quem resgate
           a mala
           da vala
olhando pra cima, a luz que ilumina
           me cega
           me nega
o abraço escarlate, pintura sem arte
           esfrega
           sossega
a tua inquietude, o tolo ataúde
           espera
           venera
com sabedoria e a garantia
           do tempo

    que sabe a hora que vem
    que não se cansa de alguém
    que nunca esperou pelo trem
    que não parou na estação


Rio, 13/06/2006
Aluizio Rezende
Enviado por Aluizio Rezende em 19/06/2006
Reeditado em 28/10/2006
Código do texto: T178289

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Sobre o autor
Aluizio Rezende
Rio de Janeiro - Rio de Janeiro - Brasil
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