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IMORTAL

Quando eu morrer
Quero que  falem poesias
Que falem das poesias que não conheci
Que não li, que não declamei
Das poesias que não escrevi

Quando eu morrer
Quero que façam poesias
Que façam poesias doces, flautas de versos
Que falem das crianças, das flores
Dos jardins que não plantei
E das poesias que não escrevi...

Quando eu morrer
Quero que cantem poesias
Que cantem poesias aos quatro cantos,
Que respire poesias,
que inspire rimas e versos
das poesias que não escrevi...

Quando eu morrer
Serei a morte sincera,
Morri de amores impossíveis,
De amores apaixonados,
De espadas, de discursos inflamados,
Morri de dores nas profundezas da alma,
De cansaço, de prazer, de solidão
Do companheirismo necessário
Das poesias que não escrevi.
 
Quando eu morrer
Quero morrer agarrada à poesia
- poesia não morre -
Vagar pelos montes, navegar os sete mares
E imortal viver,  nas poesias que não escrevi





angela soeiro
Enviado por angela soeiro em 21/06/2006
Código do texto: T179455
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Sobre a autora
angela soeiro
Rio de Janeiro - Rio de Janeiro - Brasil, 52 anos
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1 e-livros (36 leituras)
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angela soeiro