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vazio et cheio

                    vazio

a prancha de madeira sobre o riacho
une dois trechos de terra
me espera, me espera, me espera
diz a formiga do outro lado
pro elefante que se afasta
enquanto em mim se desgasta
a sensação de vazio
ao perceber que você
de mim se afasta também
o rio
já não me basta
reúno-me
com a formiga
e na procissão
continuo...

                   cheio

recomeço a marcha
o sapato já não me aperta
o cinto resfolega no meu torpor
sinto o teu cheiro de cor
no odor do teu cangote
me iludo
o dorso do teu decote
desnudo
deixa teu ombro
supremo
cetim sobre a pele de âmbar
qualquer coisa vale o
orgasmo
lá vem o teu nome e me
engasgo
queria morrer sem dizer
que te necessito
depois
que a minha esperança
parir


Rio, 18/06/2006
Aluizio Rezende
Enviado por Aluizio Rezende em 05/07/2006
Reeditado em 30/10/2006
Código do texto: T187738

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Sobre o autor
Aluizio Rezende
Rio de Janeiro - Rio de Janeiro - Brasil
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