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Quase

Correr livre, solto
Pensando em quase nada
Meditando as coisas lavadas
Deixadas quarando ao sol
Quem sabe as coisas levadas
Pro outro lado do muro

Segue escuro o caminho
Só que estou livre e não vejo
Sinto o quase desejo
De não querer estar sozinho
Junto da flor me alinho
Pássaro passa zombando

Pra quê saber onde estou?
Pra quê saber de onde vim?
Pra quê escolher o sabor
Que acham adequado pra mim?
Sigo no quase conforto
Achando que vou conseguir

Chega depressa o coqueiro
Encho o pulmão e me solto
A mangueira está carregada
Olho em torno e me volto
Quase suspiro a fragrância
Do meu peito descoberto

Deixei os homens de lado
Políticos, idéias, opressão
Fugi mesmo quase de mim
Na tola e pueril pretensão
De que iria me achar na esquina
E escolher para que lado não iria.

E a qualquer uma eu amo
Pois quase me amo também
Se dão no pé, não reclamo
Embora eu quisesse que alguém
Ficasse comigo pra sempre
Pois sempre é o quase do além.
Aluizio Rezende
Enviado por Aluizio Rezende em 10/07/2006
Código do texto: T190943

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Sobre o autor
Aluizio Rezende
Rio de Janeiro - Rio de Janeiro - Brasil
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