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DIA SEM SOL

AMANHECEU O DIA
O SOL NÃO CHEGOU
ELE ESTÁ TÍMIDO OU CANSADO
TÍMIDO POR VER OS AMORES E DESGOSTOS
OCORRIDOS PRINCIPALMENTE NOS MESES DE AGOSTO
E CANSADO DE VER A CEGUEIRA DOS HIPÓCRITAS DA SOCIEDADE
DE FALAR
APONTAR
MURMULHAR
CRITICAR
AOS CANTOS DAS PAREDES
PARA QUE NÃO OUÇÃO OS GEMIDOS DAS NOITES
DE QUATRO PAREDES
SÃO OS FRACOS QUE FAZEM ISSO
NÃO SÃO CAPAZ DE ASSUMIREM A SUA VERDADEIRA MÁSCARA
QUE SÓ OS PALHAÇOS USAM
ELES NÃO TEM ESPELHOS
A MÁSCARA ESTÁ ESCONDIDA DENTRO DE SUAS ALMAS
AS ALMAS PERDIDAS NAS CORRENTES  DAS 'AGUAS SUBMERSAS DOS ESGOTOS
PORQUE JÁ PASSOU MAIS UM MES DE AGOSTO
NÃO VIRAM NADA
NÃO SENTEM NADA
NÃO AMARAM NADA
NÃO VIAJARAM POR NADA
E NÃO VIVEM POR NADA
NÃO SE CONHECEM POR SI MESMO
É A REFLEXÃO DO SEU MESMO SENTIDO DE VIVER E AMAR
O DIA CONTINUA SEM SOL
AMANHÃ SEJA OUTRO DIA
QUEM SABE HAJA SOL
Milton Nunes Fillho
Enviado por Milton Nunes Fillho em 30/05/2005
Reeditado em 19/06/2005
Código do texto: T20783
Classificação de conteúdo: seguro
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Sobre o autor
Milton Nunes Fillho
Porto Alegre - Rio Grande do Sul - Brasil, 55 anos
1141 textos (460175 leituras)
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Milton Nunes Fillho