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o castigo da verdade

não se pode querer o que não se adivinha
minha sorte é saber do valor que eu não tinha
até que ela dissesse que eu era encantado
e que o que mais queria era estar ao meu lado

eu disse que não lhe entendia o capricho
ela protestou, mas falou num cochicho
que quem não entendia de nada era eu
que eu era o desastre que me aconteceu

fingi não saber o que responderia
chorar ou sorrir sem mostrar alegria?
pensei que quem ri sempre fica bonito
mas ela me olhou de um jeito esquisito

chamou o garçom e pagou nossa conta
depois me pegou e quase me desmonta
entramos no carro como num tropel
e fomos direto pro quarto do hotel

ali ela quase que acaba comigo
usou e abusou, me livrou do perigo
de achar que não sirvo pra nada no mundo
por não ter a chance de um sono profundo

por ter a insônia como companheira
da vida que foi uma linda besteira
que eu trouxe comigo desde a tenra idade
e que era o castigo da minha verdade

e assim o desastre de que ela falou
fazia sentido e dele brotou
meu choro, meu medo, minha desilusão
e o meu arremedo de consternação

e aí foi então que ela disse, “ô cara,
levanta-te e vem atender minha tara,
venha lamber o meu rabo”, e aí eu
gozei como o louco que nunca fudeu!


Rio, 18/08/2006
Aluizio Rezende
Enviado por Aluizio Rezende em 22/08/2006
Reeditado em 12/03/2008
Código do texto: T222537

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Sobre o autor
Aluizio Rezende
Rio de Janeiro - Rio de Janeiro - Brasil
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